Resumo
Este artigo pretende descrever o modo como a crise do império brasileiro, que levou à dissolução do Segundo Reinado e à Proclamação da República em 1889, foi representada nos estudos paradigmáticos de Ferdinand Wolf (1863), Silvio Romero (1888), Ronald de Carvalho (1919) e Antonio Candido (1959) sobre a história e crítica da literatura brasileira. Vistos em conjunto, esses estudos mostram como a crise foi interpretada de maneiras distintas no correr do tempo, fenômeno revelador dos processos de escrita e reescrita da história da literatura, bem como de reinterpretação do passado imperial.
Bibliografia
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© 2024 Walter de Gruyter GmbH, Berlin/Boston
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- Museu das Invasões
- Novas formas de olhar. Fotografias coloniais em exposições portuguesas na atualidade
- Representações do passado colonial para a descolonização da memória: leituras a partir da literatura contemporânea brasileira e alemã
- O império brasileiro em crise: prismas da história e da crítica literária nos séculos XIX e XX
- O império quebradiço. Decadência urbana e declínio físico-moral em Pranto de Maria Parda (1522) de Gil Vicente e na poesia de Gregório de Matos
- O duplo lugar de fala entre palavras próprias e estruturação pela hegemonia:Quarto de Despejo (1960) e Boca de Lixo (1993)
- Reeditar e reescrever as trajetórias dos recadeiros da terra: entre o cânone literário e obras contemporâneas
- “A formidavel confusão da natureza”: écfrase e ecopoética na reescrita do Império português no romance O terremoto de Lisboa (1874) de Pinheiro Chagas
- Crises nos impérios.Narrativas do antropoceno na literatura portuguesa contemporânea
- Fim de vida no fim do império nos romances Último Olhar (2021) de Miguel Sousa Tavares e Misericórdia (2022) de Lídia Jorge
- Reseñas
- José Teruel, Santiago López-Ríos (eds.): El valor de las cartas en el tiempo. Sobre epistolarios inéditos en la cultura española desde 1936, Madrid-Frankfurt: Iberoamericana-Vervuert, 2023 (391 págs.)
- Álvaro Ceballos Viro: Las letras de la República. Luis de Tapia y los usos políticos de la literatura en la Edad de Plata. Madrid: La Oveja Roja, 2021 (349 págs.)
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